O conselheiro de saúde exercita a arte de participar da sociedade, que vai muito além das reuniões de conselho. Ele representa movimentos, entidades e instituições que esperam do conselheiro exemplos de atitudes colaborativas e comunicativas. Muitos conselheiros mostram que isso é possível. Além de participar dos conselhos, eles vão ao encontro das necessidades sentidas pelas pessoas e buscam apoio nas comunidades e na sua base de representação.

Ouvem os clamores das pessoas. Ajudam a reduzir as causas das doenças e das mortes. Os pontos chave desta escola de cidadania são: a motivação constante para atuar com vistas ao bem comum, fidelidade aos objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS), educação permanente por meio de materiais educativos e participação como agentes de transformação social.

As melhorias na qualidade de vida promovidas pelos conselheiros de saúde contribuem para o desenvolvimento das comunidades no Brasil. As decisões justas tomadas no conselho de saúde, com estratégias de acesso para as pessoas aos serviços de saúde e às informações sobre os direitos e deveres no SUS, amplia as condições sociais de todos. As organizações da sociedade influenciam o desenvolvimento nacional, com forte impacto na economia do país. Os conselheiros que representam as entidades e movimentos sociais devem ser valorizados e prestigiados pelos governos em razão do muito que colaboram para construir a nação, e não o contrário.

A prática cidadã do conselheiro é cotidiana, e começa com atitudes simples, como cuidar da saúde e do ambiente, dialogar e ajudar os outros conselheiros. Mas existem estágios desta prática. Infelizmente temos que conviver com certo distanciamento entre o que seria possível fazer, e o que realmente acontece. Ainda lutamos para atingir aspectos universais mínimos da cidadania, como o direito ter de o registro de nascimento, ser alfabetizado, ter casa, alimentação, trabalho. Somos um povo generoso e solidário, mas precisamos organizar esta nossa força, para acompanhar na área social os passos largos do desenvolvimento do país. O perigo deste descompasso é a diminuição da oferta de serviços públicos e o crescimento da desigualdade no país, que é uma ameaça para a cidadania. Estamos em um momento privilegiado de acesso ao conhecimento e informações que geram oportunidades para ações colaborativas nos conselhos de saúde. Podemos com isso melhorar a qualidade dos serviços públicos e acelerar nossos compromissos com a cidadania. A contribuição de cada pessoa é necessária para completar o esforço de todos e gerar benefícios para a população, promover a participação, prevenir doenças e evitar grandes desastres na comunidade e no planeta.

 

Nota: apresentação no dia 30 de fevereiro de 2013 no Conselho Nacional de Saúde, realizada pelo Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança Clóvis A. Boufleur,  Titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde.


 
 
 
 
 

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