No seu dia a dia de trabalho, os líderes da Pastoral da Criança vêm se surpreendendo com o grande número de acidentes e agressões sofridas pelas crianças de suas comunidades, seja no trânsito - atropelamento e outros - seja nas suas casas e até mesmo pelos maus tratos de adultos - pais, parentes ou vizinhos. São eles a causa de 100.000 mortes por ano no Brasil, não contando as vidas que se limitam com seqüelas, dos que não morrem mas ficam deficientes.

Entre crianças menores de 1 ano, a asfixia, ingestão de corpos estranhos, quedas e queimaduras são os mais comuns.

Entre crianças de 1 a 5 anos, os atropelamentos, queimaduras, envenenamentos, sufocações e quedas são os que mais ocorrem.

Se pensarmos nas dificuldades que experimentamos quando tentamos achar socorro para uma criança que sofre acidente - seja pela inexistência de hospitais e prontos-socorros, pela falta de vagas ou pela má qualidade no atendimento - fica claro que mais vale prevenir do que remediar.

Preocupados, coordenadores e líderes comunitários se perguntam como enfrentar esses problemas. Certamente é um grande desafio para todos nós e deve ser enfrentado por nossas comunidades e pelos governos, somando esforços para o bem comum.

Com esta esperança, juntos, elaboramos este Manual, que pretende não ser um livrinho de orientações para pronto atendimento ou de recomendações, mas visa desenvolver todo um processo de reflexão sobre o problema.

Partindo do cotidiano das mães, utilizando suas experiências e histórias de vida, poderemos, com o auxílio da dramatização e do mapa falante, entre outras técnicas, fazer reflexões que ajudem a criar alternativas possíveis para a transformação do quadro atual dos acidentes na infância.

Documento na integra...
Fonte: PASTORAL DA CRIANÇA. Acidentes na Infância: a participação comunitária na sua prevenção. 2.ed. Brasília, 1994. 52p.


 
 
 
 
 

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